CPI da Energia

Fatos são anteriores à Energisa, afirma diretor - O Estado MS

Fatos são anteriores à Energisa, afirma diretor
 O diretor-presidente da Energisa MS, Marcelo Silveira da Rocha, afirmou ontem à imprensa que os fatos a serem investigados pela CPI da Enersul, da Assembleia Legislativa, restringem-se a um período anterior à mudança de comando na distribuidora de energia sul-mato-grossense. Ele lembrou que, em setembro de 2012, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) determinou uma intervenção nas empresas que integravam o Grupo Rede – incluindo a distribuidora sul- -mato-grossense–, que perdurou até abril de 2014.

No ano passado, a Energisa assumiu o comando do grupo. “Essa CPI está sendo feita para verificar coisas anteriores à nossa gestão”, afirmou Rocha. Segundo ele, em 2012, o interventor da Aneel solicitou auditoria, realizada em julho de 2013, que foi repassado à Polícia Federal e ao Ministério Público. “Da nossa gestão não tem nada errado. A partir do dia 11 de abril de 2014 não tem nada”.

Marcelo Rocha defendeu que a CPI, legalmente, deve atuar para reaver prejuízos à população, mas ele destacou não acreditar que serão encontradas irregularidades. “A CPI vai chegar nessa questão. A Aneel não deixaria passar para a tarifa efeitos de uma má gestão da empresa. O consumidor não está pagando por desvios ou pela má gestão anterior”.

Empresa ainda sofre ‘impactos’ do Grupo Rede, diz diretor-presidente

O diretor-presidente avalia que eventuais problemas com acionistas não devem entrar no radar da CPI da Enersul, já que, por se tratar de empresa de capital aberto, a Energisa e o Grupo Rede tiveram de se submeter à fiscalização da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), “que pode informar algum deslize da lei ou descumprimento”. Ainda segundo Marcelo Rocha, a Energisa enfrenta impactos da má gestão pela qual passou o Grupo Rede, “e tem muita coisa para ser mudada”.

Como exemplo, ele citou o sistema de informática, no qual a empresa anterior investiu R$ 30 milhões e eram necessários mais R$ 5 milhões anuais para que funcionasse. “Em vez disso, vamos gastar R$ 2,5 milhões por ano com o nosso próprio sistema, o que vai gerar economia. Por dois anos, vamos pagar o investimento feito”. Outro impacto dos problemas do Grupo Rede está na saúde financeira da Energisa, que conforme Rocha foi prejudicada. “Na soma, pioramos, mas melhoramos de abril de 2014 até dezembro do ano passado”. Por fim, ele estimou que a Energisa levará três anos para recuperar a situação financeira, “e em seis eu garanto que a Energisa de Mato Grosso do Sul será uma das três melhores do Brasil”.


Enviado por Gizele de Oliveira e publicado em 09/04/2015 00:00



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