Primeira reunião de CPI vira confusão
A primeira reunião da CPI da Enersul, realizada ontem (9), terminou em desentendimento entre os integrantes.
Paulo Correa (PR), que é presidente da comissão, propôs a contratação de técnicos terceirizados para assessorar os deputados na análise dos dados obtidos, enquanto Marquinhos Trad (PMDB), o proponente, defendeu que fossem requisitados funcionários de outros órgãos da administração pública.
A primeira opção, do deputado Paulo Correa, traz custos para a CPI, enquanto servidores públicos cedidos para o trabalho atuam sem remuneração extra.
Marquinhos foi voto vencido e a contratação, se necessária, aprovada pela maioria.
Para que gastar o dinheiro do contribuinte contratando gente de fora para a CPI, se podemos requisitar funcionários do Judiciário e do Tribunal de Contas, que são concursados, técnicos especializados em contabilidade e hábeis com números?, contesta Marquinhos.
Vai ser como na CPI da Saúde (realizada em 2013), quando gastaram meio milhão de reais com assessoria?, continuou o deputado.
A proposta de Paulo Correa foi apresentada na reunião entre os cinco membros da CPI e aprovada por quatro votos - de Beto Correa (PDT), relator da comissão, Onevan de Matos (PSDB), vice-presidente, e Pedro Kemp (PT). Somente Marquinhos votou contra.
Mais tarde, no plenário, Paulo Correa comentou a insatisfação de Marquinhos com a proposta.
Afirmou considerar a discussão ?inócua? e lembrou que as contratações estão previstas no orçamento da Assembleia.
Requisitar funcionários, sem custo adicional, é uma previsão regimental. Servidores da Casa, da administração pública, TCE ou Judiciário podem ser requisitados em caráter transitório.
Enviado por Gizele de Oliveira
e publicado em 10/04/2015 00:00