CPI da Energia

Coluna Bastidores - Jornal O Estado MS

26.4.2015

Reforços
A CPI da Enersul, instalada pela Assembleia Legislativa, terá o apoio da bancada federal do Estado. Na quarta-feira (22), antes de conseguir na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) documentos da auditoria que aponta para desvios de recursos na distribuidora de energia, reunião dos deputados estaduais que integram a comissão com os parlamentares federais sacramentou o oferecimento de suporte ao trabalho de investigação.
O senador Delcídio do Amaral (PT) e os deputados federais Tereza Cristina (PSB), Carlos Marun (PMDB), Dagoberto Nogueira (PDT), Mandetta (DEM) e Vander Loubet (PT, coordenador da bancada), confirmaram solidariedade à CPI e se puseram à disposição para ajudar.

A pauta
A CPI investiga desvios superiores a R$ 700 milhões entre 2002 e 2012, e a concessão de R$ 2,5 milhões em gratificações a funcionários sem justificativa –bem como falta de registros contábeis na ordem de R$ 200 milhões no programa de universalização da energia e a liberação indevida de dividendos e juros.

O apoio
Paulo Corrêa (PR), presidente da CPI, destacou que o apoio de Delcídio é importante pelo fato de o senador ser da área de energia. “Ele nos ajudou muito em 2007, na primeira CPI da Enersul, quando todos os consumidores dos municípios atendidos pela empresa foram reembolsados em R$ 191 milhões cobrados a mais desde 2003”, pontuou. O senador ligou para o presidente da Aneel, Romeu Rufino, sublinhando a importância de a CPI ter acesso aos documentos.

O caminho
A CPI espera, agora, analisar os documentos já entregues pela Aneel, mas já obteve informações sobre os funcionários da Enersul beneficiados com pagamentos. A agência ainda descartou que políticos tenham se beneficiado com os recursos, e apontou que R$ 185 milhões transferidos pela empresa ao Grupo Rede foram devolvidos posteriormente.


Enviado por Gizele de Oliveira e publicado em 27/04/2015 00:00



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