Alta da energia elétrica volta a impactar na inflação da Capital - O Estado MS
Inflação acumulada nos 12 últimos meses na cidade está em 8,64%
O aumento do custo da energia elétrica refletiu na inflação do campo-grandense pelo segundo mês consecutivo. Em abril, o IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), divulgado pelo Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Universidade Anhanguera-Uniderp, fechou em 1,12%, índice 0,13% menor na comparação com março, mas ainda alto. Se confrontado apenas entre os meses de abril, um percentual tão elevado não era registrado desde 2011, quando chegou a 1,55%. Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econô- micas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, o aumento de 18,45% no preço da energia elétrica refletiu no grupo Habitação.
“O índice deste grupo fechou em 3,30%, o que impactou fortemente no índice geral de inflação, ajudada também pelo grupo Alimentação”, analisa. Além do grupo Habitação, com variação de 3,30%, no qual está inserida energia elétrica, tiveram inflações os grupos: Alimentação (0,49%), Despesas Pessoais (0,47%) e Saúde (0,18%). Com deflações tivemos os grupos: Transportes (-0,29%), Educação (-0,30%) e Vestuário (-0,41%). Expectativa é que inflação comece a recuar nos próximos meses Para os próximos meses, a expectativa é que a inflação em Campo Grande comece a recuar, “pois parece não haver nenhum preço administrado pelo governo que deverá sofrer reajuste e o índice do grupo Alimentação também começa a diminuir devido à melhoria de fatores climáticos que afetam os preços de produtos desse grupo”, diz Souza. A inflação acumulada em 12 meses na cidade está em 8,64%, já muito acima do topo da meta inflacionária estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o ano de 2015 (6,5%) e muito além do centro da meta (4,5%). Neste período, as maiores inflações acumuladas na Capital, por grupo, foram: Habitação (12,83%) e Transportes (10,30%). Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de fevereiro foram, entre outros, energia elétrica (0,94%), automóvel novo (0,06%), alcatra (0,05%), tênis (0,03%) e tomate (0,03%).
Enviado por Gizele de Oliveira
e publicado em 06/05/2015 00:00