Do total da conta de energia elétrica, o consumidor paga em média 40% de encargos e de tributos, segundo dados divulgados pela Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). No ano passado a média de encargos e tributos na tarifa de energia era de 33%. Essa alta, de sete pontos percentuais, deve-se principalmente à elevação da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo que paga por programas como o Luz para Todos e a tarifa social, que neste ano custará R$ 22,056 bilhões aos consumidores.
A participação da geração de energia na conta de luz é de 41%, da distribuição, 16% e, da transmissão, 3%. No ano passado a distribuição respondia por 4% do valor da conta, a energia, por 42% e, a distribuição, por 21%. “Isso não quer dizer que as distribuidoras estejam ganhando menos, mas com o reajuste da conta, o bolo ficou maior, então um pedaço menor fica com as empresas de distribuição”, disse o presidente da Abradee, Nelson Leite.
As tarifas devem fechar o ano com reajuste médio de 50%. Apesar da alta, a desvalorização cambial manteve a conta com praticamente o mesmo valor em dólar, o que fez com que país ficasse na mesma posição na lista de tarifas de energia de países da OCDE ( Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com tarifa média de US$ 174. De janeiro de 1994 a junho deste ano, a energia elétrica subiu 797%, variação superior a de serviços como transportes (760%), comunicações (708%) e combustível (480%). Nesse período, só o salário mínimo (1.116%), gás de cozinha (1.008%) e aluguel e taxas (928%) subiram mais do que a energia.
A Abradee divulgou nesta quarta-feira (2) que 77,3% dos consumidores residenciais urbanos se declararam satisfeitos com o serviço de energia elétrica. De acordo com a entidade, o índice é superior à média registrada na América Latina e Caribe, que foi de 74,5%. “Entre os países da América Latina o Brasil é o que tem o melhor índice”, observou Leite.
Enviado por Gizele de Oliveira
e publicado em 07/12/2015 00:00