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O Estado MS
Uber: Insatisfeitos com decreto, motoristas querem recorrer
Apesar de não ter participado da reunião onde o prefeito Marquinhos Trad (PSD) assinou o decreto que dispõe sobre regras de serviços de atividades econômicas de transporte individual, o presidente da AMU (Associação dos Motoristas de Mobilidade Urbana), Wellington Dias, informou que a associação aguarda publicação do decreto no “Diário Oficial” para que possa recorrer da decisão. Wellington alegou que foi convidado para a reunião 10 minutos antes do início desta e por isso não pôde comparecer, e disse que há insatisfação dos motoristas de Uber, caso haja especificações que já haviam sido comentadas pela categoria. “Tudo que foge da realidade traz insatisfação. Supondo que no decreto haja uma decisão de que apenas carros com menos de cinco anos podem exercer as atividades, já foge da realidade, pois temos carros de 2008 em perfeito estado trabalhando. Se houver uma determinação sobre a placa ser de aluguel, isso foge da realidade, pois cada motorista terá de pagar R$ 725.
Outro problema são os carros adesivados, o Uber é um carro privado e não de transporte público. Por exemplo, minha esposa usa o mesmo carro que eu uso para trabalhar. Se ela for ao supermercado, ela possivelmente será abordada, sendo que não está trabalhando e aí foge do objetivo do serviço, que é fazer o pedido do carro por meio do aplicativo com tudo monitorado”, explicou. Regulamentação do Uber era esperada e justa, afirma presidente da Assotáxi Ele acredita que esse decreto poderá limar cerca de 80% dos motoristas que trabalham com o aplicativo e informou que o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) e o STF (Supremo Tribunal Federal) alegaram que a regulamentação do Uber cabe ao governo federal e que o prefeito está se antecipando com este decreto.
A associação afirmou que busca a continuidade dos serviços de forma que não prejudique nem os motoristas nem a população que precisa do serviço. José Carlos Aquila, presidente da Assotáxi (Associação dos Taxistas Auxiliares de Campo Grande), informou que, como é um aplicativo, já era esperado que a regulamentação iria ocorrer e acha justo. “A maioria dos táxis está na mão dos frotistas e o decreto veio para diluir isso. Nada mais justo que regulamentar. E ganha mais quem oferecer o melhor serviço”, afirmou Aquila. Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande informou que o decreto está no Departamento Jurídico e que provavelmente será divulgado na edição de hoje do “Diogrande”.
Enviado por Gizele de Oliveira
e publicado em 17/05/2017 00:00